Testemunho: Luís Antunes, Diretor de Recursos Humanos e Operações da Autozitânia

Luís Antunes
ENTREVISTA Metodologia DISC Soft Skills

Testemunho: Luís Antunes, Diretor de Recursos Humanos e Operações da Autozitânia

“Conhecer os diferentes estilos comportamentais ajuda-nos a perceber que as pessoas não comunicam, não reagem e não se motivam todas da mesma forma”

Esta visão de liderança e gestão de pessoas resume bem a perspetiva de Luís Antunes, Diretor de Recursos Humanos e Operações da Autozitânia, sobre os desafios que as organizações enfrentam atualmente.

Nesta entrevista, realizada após a sua recente Certificação DISC, partilha os principais insights que retirou da metodologia e reflete sobre temas como a adaptação da comunicação aos diferentes perfis, a construção de equipas mais equilibradas, o papel da liderança na gestão da mudança e a importância de desenvolver uma maior consciência sobre a forma como comunicamos, influenciamos e nos relacionamos com os outros.

Uma reflexão prática e inspiradora sobre como compreender melhor as pessoas pode contribuir para organizações mais colaborativas, mais eficazes e mais preparadas para os desafios do futuro.


1. Como Diretor de Recursos Humanos e Operações, de que forma acredita que o conhecimento dos diferentes estilos comportamentais pode contribuir para o melhor funcionamento da organização?

Na minha opinião, conhecer os diferentes estilos comportamentais ajuda-nos a perceber que as pessoas não comunicam, não reagem e não se motivam todas da mesma forma. 

Numa organização como a Autozitânia, com diferentes áreas, equipas e pontos de venda, esta consciência é muito importante. Muitas vezes, aquilo que parece resistência ou conflito pode ser apenas uma diferença de estilo, de ritmo ou de forma de comunicar. 

O DISC vai ajudar-nos a compreender melhor as pessoas, a adaptar a comunicação e a potenciar aquilo que cada uma tem de melhor. Para mim, não deve servir para rotular, mas sim para liderar melhor e criar equipas mais equilibradas. Com um conhecimento mais profundo das pessoas que trabalham connosco, conseguimos ajustar melhor a nossa forma de comunicar e de liderar. No fundo, não se trata apenas de tratar os outros como gostaríamos de ser tratados, mas sim de perceber como cada pessoa precisa de ser acompanhada, comunicada e valorizada. E isso, na gestão de pessoas, faz toda a diferença.


2. Após a Certificação DISC, quais foram os principais insights que retirou sobre a forma como líderes e equipas comunicam, colaboram e tomam decisões no dia a dia?

Uma das principais aprendizagens foi perceber que muitos problemas de comunicação não surgem por falta de vontade, mas sim por formas diferentes de interpretar prioridades, urgência, detalhe ou relação. 

Também ficou muito claro que todos os estilos comportamentais são importantes para o sucesso de uma equipa. O fundamental é sabermos utilizar esse conhecimento para construir, ajustar e desenvolver equipas mais equilibradas, retirando o melhor de cada pessoa individualmente e, acima de tudo, da equipa como um todo. 

Há pessoas mais diretas e orientadas para resultados, outras mais cautelosas, analíticas ou relacionais. Todas têm valor, mas quando estas diferenças não são compreendidas podem gerar atrito ou dificultar a colaboração. 

A Certificação DISC reforçou algo que já sentia na prática: liderar não é comunicar da mesma forma para todos. É adaptar a mensagem, mantendo a exigência, mas com maior consciência do impacto que temos nos outros e da forma como podemos potenciar cada pessoa dentro da equipa.


3. Muitas organizações enfrentam desafios relacionados com mudança, crescimento e adaptação. Que papel considera que o DISC pode desempenhar na gestão da mudança e no envolvimento das equipas?

A mudança deve ser encarada nas organizações como algo natural e evolutivo. Evoluir significa manter a organização ajustada ao contexto, preparada para novos desafios e, acima de tudo, viva. Ainda assim, a mudança é sempre um grande desafio, sobretudo quando as organizações estão saudáveis. Mudar quando tudo está aparentemente bem é, muitas vezes, o mais difícil, mas também pode ser o mais importante para garantir o futuro. 

Neste contexto, o DISC pode ajudar muito, porque permite compreender melhor a forma como cada pessoa reage à mudança. Há pessoas que avançam rapidamente, que gostam de novos desafios e se adaptam com facilidade. Há outras que precisam de mais contexto, mais segurança, mais tempo ou mais acompanhamento. Isso não significa necessariamente resistência; muitas vezes significa apenas que precisam de ser envolvidas de uma forma diferente. 

Na minha perspetiva, gerir a mudança não é apenas comunicar uma decisão ou implementar um novo processo. É explicar o porquê, envolver as equipas, ouvir preocupações, ajustar a comunicação e acompanhar a implementação. O DISC ajuda precisamente a fazer esta ponte de forma mais consciente, permitindo que a mudança seja mais bem compreendida, mais bem aceite e, acima de tudo, mais bem integrada pelas equipas.


4. Na sua perspetiva, quais são as áreas da gestão de talento onde vê maior potencial de aplicação do DISC?

Sinceramente, vejo potencial de aplicação do DISC em praticamente todas as áreas da gestão de talento, começando logo pelo recrutamento, por ser o momento de entrada dos colaboradores na empresa. É talvez a área mais óbvia para aplicar esta ferramenta, mas está longe de ser a única. 

No recrutamento, o DISC pode ajudar a perceber melhor a adequação da pessoa à função, à equipa e ao contexto da organização. No desenvolvimento de lideranças, permite que as chefias conheçam melhor o seu próprio estilo e consigam adaptar a forma como comunicam, delegam, acompanham e motivam as suas equipas. 

Vejo também grande utilidade na integração de novos colaboradores, na formação, na gestão de equipas, na mobilidade interna e na resolução de conflitos. Numa empresa em crescimento, é essencial perceber onde cada pessoa pode acrescentar mais valor e de que forma podemos potenciar melhor as competências individuais ao serviço da equipa e da organização.


5. Se tivesse de aconselhar outro Diretor de Recursos Humanos ou Gestor a investir numa Certificação DISC, que valor acrescentado destacaria para a organização e para o próprio profissional?

Ferramentas como o DISC trazem uma componente muito prática e humana à gestão estratégica de pessoas. Permitem apoiar processos de liderança, desenvolvimento de equipas, gestão de conflitos e até na integração de novos colaboradores. Na Gestão de Recursos Humanos, é cada vez mais importante termos ferramentas que ajudem não só a gerir processos, mas sobretudo a compreender pessoas e potenciar talento.


Em parceria com Disc Talent Solutions (www.disc.pt)

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